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Manual para sair das dívidas e começar a guardar dinheiro

O número de famílias endividadas no Brasil alcançou recordes no Brasil. Chegou momento de sair das dívidas e começar a guardar dinheiro.
Equipe Grão

Sair das dívidas é de fato uma meta importante para muitas família, só na capital de São Paulo o endividamento atingiu 60,5% dos lares em novembro e bate mais um recorde histórico, com o maior nível desde 2010.

Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo.

Vale lembrar que endividamento não quer necessariamente significar inadimplência, certo? Para ficar claro o inadimplente é aquele que não conseguiu arcar com o pagamento de suas dívidas.

Dívidas: as principais dívidas dos brasileiros

O principal tipo de dívida das famílias é o cartão de crédito (75,5%). Na segunda posição, ficaram os carnês (13,8%), seguido de financiamento de casa (10,9%) e financiamento de carro (10,4%), com o mesmo percentual.

Segundo a FecomercioSP, com o retorno da liberação de recursos pelas instituições financeiras, os consumidores voltaram a comprar no crédito, inclusive, ampliando os gastos para bens duráveis, o que justifica o aumento do uso do cartão e do endividamento recorde.

Vale destacar que os juros médios dos cartões de crédito alcançou em novembro 317,2%, sendo que no mesmo mês, em 2018, a taxa média era de 275,7% ao ano.

Sair das dívidas uma urgência

É nítido que o endividamento das famílias é alto e que esse número pode aumentar a partir desse começo de ano. As pessoas via de regra não se preparam para as despesas de janeiro.

Para ajudar quem passa por uma situação de endividamento ou mesmo já se encontra inadimplente, preparamos algumas dicas importantes, um verdadeiro manual para sair das dívidas. Acompanhe:

Faça o diagnóstico

É o primeiro passo para entender exatamente o que está acontecendo. Separe algumas horas para fazer um levantamento completo de todas as dívidas e de sua situação financeira. Apure desde o saldo devedor atualizado até os juros que estão sendo cobrados.

O importante neste início é manter a organização em torno dos documentos e criar uma rotina para que a disciplina permita a você construir esse “mapa”. O objetivo, diante de tantas informações, é dimensionar o real tamanho do problema.

Defina suas prioridades

A partir desse momento, onde tudo já está organizado e documentado, você estará pronto para ir para o segundo passo, que é a definição de prioridades. Nem sempre será possível quitar todas as suas dívidas em uma única vez – aliás, ter essa chance é algo bem raro.

Assim, a primeira opção deve ser pagar as dívidas cujas taxas de juros sejam maiores, afinal elas aumentarão o saldo devedor com mais rapidez. Dívidas pequenas e que poderão ser logo quitadas também devem ser priorizadas, pois a sensação de pagá-las (a vitória) gerará motivação. Dívidas com o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial devem ser as primeiras a serem quitadas sempre.

Perceba que tudo começa com uma boa negociação

O brasileiro tem muita vergonha de pedir desconto e, por uma questão cultural decorrente dessa característica, quem faz uma negociação de dívida muitas vezes acaba abrindo mão de apresentar uma contraproposta para o credor. A vergonha de barganhar geralmente custa caro, muito caro.

Lembre-se que o interesse de receber por parte do credor é grande. Nesse momento, quem está pagando pode e deve apresentar uma proposta justa, mas que caiba dentro de do orçamento (por isso a importância do diagnóstico e da priorização). Não tenha vergonha de buscar condições melhores e de discutir as taxas de juros que são cobradas. Se não sair um acordo, busque ajuda nos órgãos de apoio e defesa do consumidor.

Não atrase os pagamentos acordados

Quando se termina uma negociação entre credores e devedores, o resultado normalmente é uma proposta justa. A partir daí, é importante que se mantenha o pagamento do acordo. Para isso, é fundamental que o orçamento da família esteja preparado para suportar um período com essa nova despesa.

Ajustar o padrão de vida para essa importante decisão significa colocar em prática novos hábitos financeiros. Evite ao máximo contrair novas despesas e use a motivação do objetivo de livrar-se das dívidas para manter o equilíbrio. É possível!

Enfrente de frente e descubra o verdadeiro “vilão”

É comum em situações delicadas como as relacionadas ao endividamento ficarmos buscando culpados. Muitas vezes, nos escondemos em desculpas e tentamos responsabilizar os outros por exageros nossos – é muito simples e confortável colocar a culpa no cartão de crédito, nos juros altos, na loja que sempre faz promoções, no vizinho que sempre compra coisas e etc.

A Grão estará sempre ao seu lado

É hora de abandonar o comodismo e aceitar que nós somos os reais culpados por nossos erros.

Temos que assumir o papel de protagonistas de nossa própria vida, o que inclui lidar bem também com as frustrações, saber esperar.

Veja que a Grão estará sempre ao seu lado com o melhor conteúdo de educação financeira e mostrando que com planejamento você pode sair das dívidas e começar a guardar dinheiro.

Aliás, guardar dinheiro precisa ser uma de suas prioridades para não mais se endividar nem recorrer a financiamentos com juros caros, certo?

Comece com pouco, assim, você cria um hábito fundamental que vai transformar para sempre sua vida.

Vamos nessa?

 

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